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Mayombe

Par Pepetela
Avis: 28 | Évaluation globale: Médias
Lauréat du prix
10
Bien
8
Médias
7
Le mal
1
Terrible
2
Le roman de Pepetela est une étude fascinante des tensions produites par le racisme, le tribalisme et la morale sexuelle.

Avis

date de révision 05/12/2020
Alejoa Mckolay

Angola em plena guerra da independência.
Une base do Comandante Sem Medo fica no Mayombe, região de densa floresta tropical. Luta-se, com o estômago quase sempre vazio, por um objetivo bem definido. Pas d'entanto, une estratégia é sempre muito vaga. Este pequeno grupo de guerrilheiros do MPLA encerra em si as fragilidades e contradições de Angola.
Pepetela não faz destes homens heróis revolucionários, pois eles debatem-se constantemente com questões ideológicas, religiosas, tribais e éticas. O autor aplica à ficção a dúvida sistemática. Lança também alertas inégívocos: une corrupção interna põe em causa o socialismo; o tribalismo dificulta a criação de uma unidade nacional; um povo sem escolaridade é facilmente enganado, não tem mão no seu futuro e ficará semper dependente de outros. Mas um perigo ainda maior é insinuado- o de que a guerrilha transporta com ela o ovo da serpente do poder, que acabará por dominar o povo que ajudou a libertar.

Entretanto, neste universo de homens surgem Ondina e Leli e, com elas, o tema dos afetos, da sexualidade e da condição feminina. São ambas "donas e senhoras" do destino das suas relações, desafiando toda a moral de uma sociedade tradicionalista e cristã. São elas, e não as armas, que provocam os abalos but profundos em Sem Medo e no seu amigo Comissário .São elas também que proporcionam a revelação dos recantos mais íntimos do homem that exist por debaixo do uniforme verde.

Aucun final da história, constatei que, Sem Medo, o comandante intelectual que despreza o poder, dono de um humanismo profundo, é um personagem que qualquer leitor tuga gostaria de ter conhecido. Que l'ironie!

Sendo uma "obra-mais-que-perfeita", voltarei a ela.
date de révision 05/12/2020
AlrZc Mattei

Teoria, Sem Medo, Lutamos, Ingratidão do Tuga, Milagre, Novo Mundo, Mata-Tudo, Tranquilo ... andei com todos eles no meio do mato, calor e chuva, arranhões e picadas de insetos dos quais eu nem sei o nome. E fome. Andei, andei et andei até que me fartei. Há homens que nasceram para fazer a guerra e não sabem fazer mais nada. Eu não gosto de caminhar assim e fiquei ali um bocado perdida, acho que deve haver formas mais inteligentes de mudar as coisas.
Duvidei do retrato dos guerrilheiros, achei que o autor os pinta demasiado simpáticos e honestos, mas tendo ele feito parte do Movimento, não estava à espera que fosse isento.
A coisa tornou-se bastante mais interessante quando surgiu a mulher, mesmo as conversas políticas e ideológicas adquiriram outro sabor, mas o que gostei mais foi da visão sobre a afetividade, o amor eo sexo. Afinal também havia hippies em África. E lembrei-me daquele lema que eles têm e que eu subscrevo: em vez da guerra, façam amor. Seja no mato do Mayombe ou em qualquer outro lugar.
date de révision 05/12/2020
Angelika Bilecki

Excelente, este foi o quarto livro de Pepetela que li e aquele de que mais gostei. Trata-se da vida dos guerrilheiros em luta pela independência de Angola, contada por quem a viveu, e isso nota-se.

O livro aborda temas polémicos como o colonialismo, o racismo eo tribalismo, mas o que mais sobressai acabam por ser os dilemas humanos ea forma como cada um lida com eles. O inesquecível Comandante Sem Medo personaliza, sem dúvida, a visão realista e desencantada daquilo que viria a ser o resultado da revolução, na convicção de que ela era, ainda assim, necessária e fatalitável.

Do que menos gostei foi da excessiva teorização sobre as relações homem / mulher, que, na minha opinião, aparecem demasiadamente categorizadas e simplificadas, mas isto acaba por se tornar um pormenor.
date de révision 05/12/2020
Joub Coneys

Mayombe est uma das obras mais famosas do escritor africano Pepetela, não sendo no entanto uma das minhas preferidas.

Mayombe nasceu da participação do autor na Guerra de Independência de Angolana, na altura em que o país tentava livrar-se dos portugueses, durante os anos de 1970 e 1971. A narrativa desenrola-se na floresta Mayombe, onde um conjunto de guerrilheiros, liderado pelo camarada Sem Medo, organisa um grupo militante do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola).

"A amoreira gigante à sua frente. O tronco destaca-se do sincretismo da mata, mas se eu percorrer com os olhos o tronco para cima, a folhagem dele mistura-se à folhagem geral e é de novo ou sincretismo. Só o tronco se destaca, se individualiza. Tal é o Mayombe, os gigantes só o são em parte, ao nível do tronco, o resto confunde-se na massa. Tal o homem. As impressões visuais são menos nítidas ea mancha verde predominante faz esbater progressivamente a claridade do tronco da amoreira gigante. As manchas verdes são cada vez mais sobrepostas, mas, num sobressalto, o tronco da amoreira ainda se afirma, debatendo-se. Tal é a vida. "

O grupo acampa no meio da mata, sem acesso a alimentos, armas e até mesmo sem uma estratégia definida. Conhecemos o medo desta gente, assistimos à corrupção dentro do grupo, o ambiente político vivido na altura, e percebemos que uma revolução está eminente.

Pepetela dá ao leitor o privilégio de conhecer um universo muito particular, pouco divulgado, e numa altura em que começam a ser evidentes problemas que infelizmente persistem nos dias de hoje. Un obra aborda ainda tópicos em torno da libertação nacional, un luta pelo socialismo e até mesmo questões associadas ao tribalismo e racismo.

Tenho de confessar que todo este foco na guerra e na revolução, em que as personagens principais são os soldados não me agradou muito. Acho que a intenção do autor foi bem conseguida, somos levados para o mato e vivemos todas as sensações como se lá estivéssemos, há pessoas que gostam muito destas temáticas, mas eu não sou uma delas.

Tal como tem sido hábito, os nomes das personagens são muito peculiares e hilariantes, os meus preferidos são os camaradas Sem Medo eo Mata-Tudo. Um aspecto important na construção da obra e das personagens é a figura feminina. Creio que apenas na segunda metade do livro, quando a acção se distancia do processo revolucionário, nos é dada a conhecer a personagem feminina. Un mulher, de nome Ondina, é utilizada pelo auteur para critar o papel da mulher angolana na sociedade, revelando a verdade que todos conhecemos, a mulher não tem voz nem lugar na construção da história. Curiosamente, senti que a obra ficou mais interessante quando Ondina entra em cena (e não, isto não é o meu lado feminista a apoderar-se de mim).

"Raciocinamos em função da nossa sociedade, sociedade assimilada à cultura judaico-cristã europeia, em que o homem tem de ser ciumento, porque é o bode do rebanho ea mulher é a sua propriedade. No fundo, that acontece à propriedade that é arrendada a outro? ás vezes até fica renovada, rejuvenescida, com um empate de capital e de trabalho. Mas nós não compreendemos isso. A mulher é uma propriedade especial. Temos uma geração de atraso. Nós, os citadinos, somos pretos por fora. "

Não tendo ficado encantada, consegui apaixonar-me um bocadinho por estas personagens guerrilheiras e por este mundo desconhecido. Crítico da sociedade angolana por excelência, Pepetela leva-nos a conhecer Mayombe e Angola através das palavras, como só ele seria capaz.

[São quase 4 estrelas]

Opinião no blog:
http://clarocomoaagua.blogs.sapo.pt/o...
date de révision 05/12/2020
Phia Kalamaras


Vous êtes un Guérilla angolaise lutte pour l'indépendance des Portugais.
Vous êtes à Mayombe, la jungle angolaise, dans une base cachée, menant des attaques, mais souvent en attente, et souvent confronté à des querelles tribales frémissantes et à de la petite politique.
Vous êtes plusieurs combattants de la liberté différents, tous connus par des noms de code (Fearless, Struggle, New World, etc.). Vous pouvez voir leur POV, un peu comme les insertions confessionnelles dans les émissions de téléréalité. Il vous aide à comprendre comment les gens justifient leurs décisions et essaie d'expliquer à quel point les sympathies tribales sont profondes et à quel point l'idée d'un "peuple angolais" ou "du prolétariat" est nouvelle.
Vous êtes un porteur de carte communiste. Au sens propre. Vous allez tous les jours aux cours de théorie communiste, même dans la jungle. Les débats sur les points les plus fins de la lutte communiste sont monnaie courante.
Vous vous engagez dans quelques combats.
Vous essayez de gagner les locaux, bien qu'ils soient en grande partie d'une autre tribu.
Vous essayez de traiter avec des supérieurs ou des camarades opportunistes ou idéologiques, qui causent des conflits ou gaspillent de l'argent ou du temps.
Vous avez des problèmes d'amour, puisque vous êtes sur le terrain et que votre bien-aimé est en ville. (Ou, pour certains, morts.)
Vous avez de la colère parce que quelqu'un que vous connaissez a été tué, ou à cause de cette exploitation sans fin constante.
Vous écoutez les diatribes de type Yoda de Fearless, votre chef et le chef de la base cachée de la jungle. Fearless n'est certainement PAS un démagogue ou un idéologue. Il est rationnel et profondément pragmatique, mais c'est aussi un idéaliste qui croit en une voie nouvelle et meilleure. Il est également inflexible aux exigences du monde à venir.

En fin de compte, Fearless, Our Leader, est trop parfait. Il est humain, mais ses déclarations et opinions sont super sages, Yoda-sage. En fin de compte, Fearless devient un porte-parole pour l'écrivain. Pas trop, mais assez pour vous faire sortir du récit, et assez pour vous rappeler que vous n'êtes pas un combattant de la liberté angolais, et que même si c'est une excellente représentation de "ce que c'était", il y a un peu trop de discours venant de l'auteur désormais visible. Mais à part ça, un sacré bon livre.

date de révision 05/12/2020
Market Okerlund

Um clássico do Pepetela. Muito mais que um livro sobre a Guerra Colonial: são aqui abordadas as relações pessoais, o tribalismo, o amor, a viabilidade do comunismo. E depois tem uma fantástica técnica: os diversos protagonistas vão-se assumindo como narradores e afirmando as suas particularidades.
date de révision 05/12/2020
Joli Flook

La guerre de libération de l'Angola du point de vue du guérillero du MPLA. La révolution de l'intérieur de la puissante jungle nommée Mayombe. La quête de l'identité nationale. Unité nationale. Un pays en devenir.
date de révision 05/12/2020
Chitkara Varquera

Ce livre raconte l'histoire d'un groupe de guérilla, membre du MPLA (Mouvement pour la libération de l'Angola) pendant la guerre civile qui a fait sortir la colonie portugaise. Pepetela faisait partie de ce groupe et son histoire est détaillée et réaliste. Le livre se concentre sur le personnage Commandant (presque chaque personnage n'a qu'un surnom) et son ami Commissar, bien qu'une dizaine de coadjuvants apparaissent avec plus ou moins d'importance à travers le livre. Chacun d'eux est assez bien défini, une plus grande qualité du livre.

L'un des points focaux des combattants est la division tribale - certaines personnes d'une tribu ne feraient pas confiance à quelqu'un d'une autre, etc. C'est un très bon livre de guérilla, et je le recommanderais à toute personne intéressée par le sujet. La prose est également de très bonne qualité. À certains moments, je pensais que le livre pourrait devenir grand, mais deux choses le soutiennent: il y a deux nombreux quasi-monologues du commandant (il y a un dialogue entre lui et un autre personnage, et soudain, il devient une sorte de prédication - très longue passages de lui donnant un discours; d'autres fois, il obtient une longue séquence de pensées). Ils ne sont pas mauvais - il parle / pense à l'amour, à la guerre civile, aux raisons des combats, etc., mais souvent, il est sur le point de devenir un sermon de l'auteur au lieu d'une conversation naturelle. Ce n'est pas mal, mais c'est un peu raide.

Deuxième problème, à mon humble avis la fin de la fin est presque par les livres. Je veux dire, vingt pages à parcourir et vous: "ah, ok, je vois où ça va". Et cela va exactement là où vous vous attendez.

Comme je l'ai dit, un bon livre, il n'y a rien de mal à cela, mais cela m'a juste montré que vous pouvez bien écrire, avoir une bonne maîtrise de la langue, avoir une bonne intrigue entre les mains, de bons personnages et même ainsi ... à faire un livre très spécial n'est pas pour tout le monde.
date de révision 05/12/2020
Hutchinson Kaleram

Recordei-me de conversas de família. Não percebia nada de política, mas sabia que eram a favor da UNITA e contra o MPLA.
Gostei de penetrar em diferentes mentes de guerrilheiros do MPLA (Pepetela foi um deles), sabre que dúvidas tinham, quais as suas convicções, onde ficavam os afectos, os amores pelas mulheres, as teorias e tudo o mais que que contribuiu pour un Angola .
A primeira edição é de 1980, esta que li é a 12.ª, do ano passado.
date de révision 05/12/2020
Neysa Buonaiuto

Ce livre était tellement, tellement mauvais. Je l'ai presque DNF. L'écriture n'était pas bonne, l'histoire elle-même est assez ennuyeuse et trop vulgaire, mais le pire était que l'auteur a non seulement tenté de romancer une relation malsaine, mais aussi de romancer RAPE. Oui, le viol.
Ce livre m'a rendu malade.
date de révision 05/12/2020
Schmitt Hoye

chocada com esse livro, diferente de tudo que eu já tinha lido mostra a complexidade do ser humano da guerra e das ideias por que lutamos, a personagem principal é um sincretismo do aventureiro lutador e do sábio pensador que nos ensina muito durante seus monólogos
date de révision 05/12/2020
Marcello Foersterling

E pensar que eu quase não li esse livro porque achei que seria uma leitura difícil ...
Gente, no começo até parece porque você fica perdido por serem muitos personagens, mas logo se acostuma; e, sério, vale a pena!
É um livro que te faz refletir sobre vários aspectos, isso tanto no livro como um todo, mas também em pequenas partes, como detalhes em algumas conversas. É emocionante, tocante, e admito que chorei muito no final. (E que grifei tanta parte nesse livro que é de impressionar quem vê de longe!)

«Geralmente, nos momentos de maior perigo, fico calmo, lúcido. Penso sempre que assustar-me é pior. Isso ajuda. Mas procuro sempre o medo, isso é verdade. Não tenho propriamente medo da morte, assim, a frio. Tenho medo é de me amedrontar quando vir que vou morrer, e perder o respeito por mim próprio. Deve ser horrível morrer com a sensação que os últimos instantes de vida destruíram toda a ideia que se tem de si próprio, toda a ideia que se levou uma vida inteira a forjar de si próprio. ”

Sem Medo é um personagem que me conquistou completamente! Vai ficar pra sempre no meu coração! ❤️
date de révision 05/12/2020
Corliss Mealing

Книгата започва повече от обещаващо - акция на партизани, опитващи се да освободят Ангола от плроааоо След това обаче се превръща в драма, безкрайна поредица от разговори на полу-философска тематика, племенна принадлежност, подправена с малко секс и изневяра. Става интересна отново едва на края. И все пак си струва да се прочете, защото африканската литература е почти непозната в България.
Пепетела определено знае как да пише.
date de révision 05/12/2020
Coplin Nesselroad

Este é um livor que fala dos guerrilheiros do MPLA, pela libertação de Angola do colonizador. É escrito com base nas experiências do author na guerrilha, o that é surpreendente para mim. Questiono-me se não há escritores africanos negros que possam falar sobre a experiência de ser negro, do tribalismo e das divisões tribais que assolavam a situação da guerrilha. Questiono-me porque tem de ser um escritor branco a falar dos negros.

O livro caracteriza bem a guerrilha na floresta, nesse tal "Mayombe" selvagem, duro e doloroso. Temos personagens cativantes, que têm discursos informados e justos. No entanto, o autor discorre sobre coisas que desconhece, tornando-se por vezes ofensivo, nomeadamente sobre o papel da mulher ao lado do guerrilheiro.

Assim, o livro deixou-me com um misto de fascínio, pela história - por vezes humorística - que nos contam, e de irritação, porque muitas vezes o autor é injusto para as suas personagens, dando-lhes características ridículas e quase ofensivas.

Não sei se repetirei o autor.
date de révision 05/12/2020
Kajdan Benefield

Livro muito legal, muito bonito.

Conta a história dos guerrilheiros do MPLA no Mayombe, na Angola. Vai passando por todas as discussionões e questões internas do movimento, a partir de eventos e conversas entre personagens, mas também a partir de momentos of "Eu, o narrador, sou ...", em que as personagens falam suas opiniões e pensamentos. Sem Medo, o comandante é de certa forma o principal, mas acredito que não tenha uma parte dessas. Enfim, se diviser en alguns capítulos normalmente mais longos. Primeiro a missão - emboscada de coloniais, o que progride para outro ataque (até para parecer que seriam muitos os guerrilheiros) aos soldados. Voltam para devolver dinheiro roubado. Todas as quest ques na base, as discuterões sobre o that e como fazer - dentro das ideias marxistas, quanto se pode ser heterodoxo, qual a importância da individualidade. Sem Medo, o comandante é o homem contra os dogmáticos, mas que, ao mesmo tempo, entende seus propósitos. Há, depois, a questão da ligação com Dolisie, une cidade no Congo que supri os guerrilheiros na base no Mayombe, no interior. A comida para de ir, o responsável André é claramente corrupto. E depois tem um caso com Ondina, noiva do Comissário. Este é o amigo mais próximo e versão mais nova do comandante. A partir disso há uma história que progride um pouco mais linearmente. Sem Medo tenta acalmar o Comissário. Os dois vão para Dolisie (André seria punido pelo movimento) eo Comissário pede que Sem Medo o ajude, que convença Ondina a ficar com ele, mas o comandante acha que Ondina tem razão, ela quer ir embora. Já havia tido história no livro sobre isso. L'ère Sexo não bom. Questões com isso também. Ele fala com Ondina e admite ao Comissário que concordava com ela. O Comissário não aceita e briga com Sem Medo. Este fica como responsável provisório para substituir André e acaba tendo um caso com Ondina (por quem supostamente não tinha interesse antes). O Comissário nunca fica sabendo disso. Parece que há uma invasão na base. Todos de Dolisie vão para lá, mas foi só uma cobra. Confusão de um dos guerrilheiros, pouco treinados, que ouvira Teoria atirando na cobra e acha que é uma invasão (os portugueses haviam achado uma antiga base perto e estavam ficando nela). O Comissário ainda está pistola. Em uma reunião depois disso, combinam fazer um ataque nessa base portuguesa. Voltando à Dolisie, Sem Medo recebe a carta de que Mundo Novo, um dogmático, mas do qual gostava, iria ser responsável e que ele iria continuar comandante até ser mandado para outra região nova (como queria). Ele vai junto para o ataque, mas deixa o Comissário liderar. Na hora este quer se mostrar ultra corajoso, mais que Sem Medo e se põe numa situação de perigo. Quando Sem Medo avança, ele acaba levando um tiro. Eles ganham, matam quase todos os portugueses, mas Sem Medo morre.

O final é de esperança, de crescimento da luta, mas de sabre que há perdas. Sem Medo morre, mas os trabalhadores do povoado do comecinho do livro, para quem tinham devolvido um dinheiro que Ingratidão roubara quando “sequestraram” alguns trabalhadores (num ataque a portugueses, era pra logo libertá-los), decidem se juntar à luta. Lutamos, o único daquela região (Cabinda), morre na luta. E logo antes tinha tido seu momento de narrador, onde falava que todos achavam que ele e seu povo eram traidores e que por isso precisava ser mais corajoso e bom ainda. Essa é outra questão - o tribalismo (Kikongos e Kimbundos) ea relação com as pessoas da região, uma região em que a luta não se espalhava, a população não aceitava tanto. O que fica claro é a ideia de que a população só vai aderir se tiver ação, se virem que os guerrilheiros podem vencer e que estão agindo por eles. Sem Medo o fala varias vezes. Então termina com esse tom de esperança.

Uma coisa que se tem que ter cautela é que o livro supostamente apresenta várias visões sobre o MPLA ea luta, mas é claro que haá a visão do autor. Não é ninguém falando. É Pepetela. E a visão é, aparentemente, de um marxismo que entende a individualidade ea importância de se crer e buscar uma sociedade com isso, com liberdade, crítica e sem dogmatismo, mas também a de um período intermediário (socialismo), com um aparelho de estado forte. Sem Medo não sabe o que fará ou faria nesse momento. La résolution de Sua morte est également ...

Mas enfim, muito fácil e gostoso de ler, muito bonito e tocante em partes e com discuterões interessantes. Também uma maneira interessante de se adentrar nas discute du MPLA.
date de révision 05/12/2020
Mafala Willock

(PT) "Mayombe" é o primeiro livro de Pepetela. Escrito em 1971, dedica-se a contar a vida dos guerrilheiros do MPLA na luta de libertação - or Guerra Colonial - em Angola, pela sua independência. Conta a história de um grupo de guerrilheiros, o seu dia-a-dia, as suas dúvidas politicas e existenciais, e sobre o amor eo sexo. Éum livro interessante sobre um período da vida de Angola, e também sobre a ideia de uma literatura naquele país e no continente africano.

Este livro faz-me lembrar muito "O País do Carnaval", de Jorge Amado. Não só pelo paralelismo nacional, como também pelo facto de ambos os escritores, os maiores nomes dos seus respectivos países, terem de começar por algum lado a sua carreira literária. São livros cheios de defeitos, e "Mayombe" tem os seus. É demasiado politico, demasiado preso à filosofia marxista, mas quando se liberta, tem partes bem interessantes, especialmente nas reflexões sobre o ser humano e sobre o sentido da vida. Un coisa boa deste livro é podermos ver de que ponto ele partiu para onde está agora, e como foi of seu percurso.

E é apenas por isso que vale a pena ler.
date de révision 05/12/2020
Wendall Cicatello

Une narrativa polifônica de Mayombe pode deixar o leitor instável em relação as diversas perspectivas apresentadas. O tema da mestiçagem eo tribalismo present no livro perpassa os personagem that estão em conflito interno e seus comportamentos perante esse impasse e retratado de maneira humana e verossímil. Mayombe é um livro eco, que ressoam vozes múltiplas cabendo ao leitor a tarefa de unir cada uma delas, em busca de uma unidade simbólica, representada pela ideia de nação.
O objetivo não é apenas a independência nacional de um povo ainda fragmentado, mas também a possibilidade do diálogo entre diferentes em uma tentativa de uma unificação de ideias.
Um livro em que a conciliação das diferenças ea administração de conflitsos é uma necessidade, Mayombe consegue ser tão assertivo em sua estrutura narrativa, por possibilitar essa discuterão em meio ao caos de uma sociedade fragmentada.
date de révision 05/12/2020
Fabron Parpan

O romance «Mayombe» fala sobre o movimento de independência da Angola, numa narrativa que mostra a vida ea organisação dos combatentes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

Essa é a única literatura africana que é obrigatória para o vestibular da FUVEST. Confesso que achei o início do livro meio monótono, mas à medida em que passavam-se as páginas eu ficava casa vez mais interessado no romance. Incrível. Ao final do livro eu estava eufórico para saber o desfecho da história e também estava triste, pois eu estava encerrando uma leitura das melhores que ha.

Pepetela conseguiu contar essa história de uma maneira muito original. Coloco, portant, esta obra na mesma prateleira em que estão os livros do Machado de Assis e do Yuval Harari. 5 estrelas.
date de révision 05/12/2020
Perni Marsek

O primeiro grande livro de Pepetela, escrito sobre a guerra de independência de Angola, é uma experiência literária interessante. Apesar do livro cair em uma série de clichês básicos, a narrativa tem um andamento interessante, com um narrador em 3ª pessoa semper impregnado pelas conjecturas, pensamentos e desejos dos personagens; além disso há intervenções corriqueiras de narradores secundários em 1ª pessoa que contam suas próprias histórias como em um formato reflexivo-confessional.
Contudo, deve-se pesar como o enredo se baseia em uma reflexão um tanto rasa e objetiva demais, além de permeada por clichês óbvios.
date de révision 05/12/2020
Rives Lesh

O livro conta uma história emocionante em dois níveis (ao dos guerrilheiros e ao do contexto sociopolítico em Angola); une conexão com os personagens não é instantânea, mas quando o drama é intensificado é quase impossível de desgrudar os olhos das páginas! // Le livre raconte une histoire passionnante à deux niveaux (au niveau des soldats dans la forêt et au niveau d'un contexte sociopolitique plus large en Angola); la connexion avec les personnages n'est pas instantanée, mais lorsque le drame s'intensifie, il est presque impossible de détacher les yeux des pages!
date de révision 05/12/2020
Rheba Raulerson

Pepetela mostra o dia a dia de um grupo de jovens guerrilheiros da MPLA. O foco consiste nos sonhos, ideais e diferenças entre eles, fruto do tribalismo latente. Contudo, o romance mostra a superação dessas diferenças ea construção de uma irmandade, que deveria ser exemplo de união, capaz de inspirar o povo angolano a lutar conjuntamente contra o inimigo comum.
date de révision 05/12/2020
Hildebrandt Oliveria

Meus comentários estão no Blog Reflexões e Angústias através do link:

http://reflexoesdesilviasouza.com/livro-mayombe-de-pepetela/
date de révision 05/12/2020
Hinkel Nigh

Demorei um pouco para me acostumar com a escrita desse livro, mas é lindo. É muito reflexivo e com poucas ações, mas os personagens são de uma profundidade extrema. Aliás, cada um deles tem sua própria voz, o que nos permite entender casa um deles.
date de révision 05/12/2020
Raimund Brakefield

Esse livro é muito bom!
Definitivamente pra mim é um dos melhores livros que o vestibular tem cobrado, nao tenho todas minhas opiniões formadas sobre o livro ainda, mas tenho grande certeza que serei fã do Pepetela quando ler mais.
date de révision 05/12/2020
Amelie Unsworth

L'une des pièces philosophiques consommées de l'Afrique explorant le dilemme post-colonial des combattants de la liberté anti-coloniale
date de révision 05/12/2020
Pittman Lunan

"E vejo quão irrisória é a existência do indivíduo. É, no entanto, ela que marca o avanço no tempo"
date de révision 05/12/2020
Louls Lingardo

écrit pendant la guerre en Angola. apparemment célèbre pour sa position anti-tribaliste, c'est aussi un regard sage et plutôt philosophique sur la révolution et la moralité dans un monde complexe.

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