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Mayombe

Par Pepetela
Avis: 6 | Évaluation globale: Médias
Lauréat du prix
3
Bien
0
Médias
2
Le mal
0
Terrible
1
Le roman de Pepetela est une étude fascinante des tensions produites par le racisme, le tribalisme et la morale sexuelle.

Avis

date de révision 05/12/2020
Alejoa Mckolay

Angola em plena guerra da independência.
Une base do Comandante Sem Medo fica no Mayombe, região de densa floresta tropical. Luta-se, com o estômago quase sempre vazio, por um objetivo bem definido. Pas d'entanto, une estratégia é sempre muito vaga. Este pequeno grupo de guerrilheiros do MPLA encerra em si as fragilidades e contradições de Angola.
Pepetela não faz destes homens heróis revolucionários, pois eles debatem-se constantemente com questões ideológicas, religiosas, tribais e éticas. O autor aplica à ficção a dúvida sistemática. Lança também alertas inégívocos: une corrupção interna põe em causa o socialismo; o tribalismo dificulta a criação de uma unidade nacional; um povo sem escolaridade é facilmente enganado, não tem mão no seu futuro e ficará semper dependente de outros. Mas um perigo ainda maior é insinuado- o de que a guerrilha transporta com ela o ovo da serpente do poder, que acabará por dominar o povo que ajudou a libertar.

Entretanto, neste universo de homens surgem Ondina e Leli e, com elas, o tema dos afetos, da sexualidade e da condição feminina. São ambas "donas e senhoras" do destino das suas relações, desafiando toda a moral de uma sociedade tradicionalista e cristã. São elas, e não as armas, que provocam os abalos but profundos em Sem Medo e no seu amigo Comissário .São elas também que proporcionam a revelação dos recantos mais íntimos do homem that exist por debaixo do uniforme verde.

Aucun final da história, constatei que, Sem Medo, o comandante intelectual que despreza o poder, dono de um humanismo profundo, é um personagem que qualquer leitor tuga gostaria de ter conhecido. Que l'ironie!

Sendo uma "obra-mais-que-perfeita", voltarei a ela.
date de révision 05/12/2020
AlrZc Mattei

Teoria, Sem Medo, Lutamos, Ingratidão do Tuga, Milagre, Novo Mundo, Mata-Tudo, Tranquilo ... andei com todos eles no meio do mato, calor e chuva, arranhões e picadas de insetos dos quais eu nem sei o nome. E fome. Andei, andei et andei até que me fartei. Há homens que nasceram para fazer a guerra e não sabem fazer mais nada. Eu não gosto de caminhar assim e fiquei ali um bocado perdida, acho que deve haver formas mais inteligentes de mudar as coisas.
Duvidei do retrato dos guerrilheiros, achei que o autor os pinta demasiado simpáticos e honestos, mas tendo ele feito parte do Movimento, não estava à espera que fosse isento.
A coisa tornou-se bastante mais interessante quando surgiu a mulher, mesmo as conversas políticas e ideológicas adquiriram outro sabor, mas o que gostei mais foi da visão sobre a afetividade, o amor eo sexo. Afinal também havia hippies em África. E lembrei-me daquele lema que eles têm e que eu subscrevo: em vez da guerra, façam amor. Seja no mato do Mayombe ou em qualquer outro lugar.
date de révision 05/12/2020
Angelika Bilecki

Excelente, este foi o quarto livro de Pepetela que li e aquele de que mais gostei. Trata-se da vida dos guerrilheiros em luta pela independência de Angola, contada por quem a viveu, e isso nota-se.

O livro aborda temas polémicos como o colonialismo, o racismo eo tribalismo, mas o que mais sobressai acabam por ser os dilemas humanos ea forma como cada um lida com eles. O inesquecível Comandante Sem Medo personaliza, sem dúvida, a visão realista e desencantada daquilo que viria a ser o resultado da revolução, na convicção de que ela era, ainda assim, necessária e fatalitável.

Do que menos gostei foi da excessiva teorização sobre as relações homem / mulher, que, na minha opinião, aparecem demasiadamente categorizadas e simplificadas, mas isto acaba por se tornar um pormenor.
date de révision 05/12/2020
Joub Coneys

Mayombe est uma das obras mais famosas do escritor africano Pepetela, não sendo no entanto uma das minhas preferidas.

Mayombe nasceu da participação do autor na Guerra de Independência de Angolana, na altura em que o país tentava livrar-se dos portugueses, durante os anos de 1970 e 1971. A narrativa desenrola-se na floresta Mayombe, onde um conjunto de guerrilheiros, liderado pelo camarada Sem Medo, organisa um grupo militante do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola).

"A amoreira gigante à sua frente. O tronco destaca-se do sincretismo da mata, mas se eu percorrer com os olhos o tronco para cima, a folhagem dele mistura-se à folhagem geral e é de novo ou sincretismo. Só o tronco se destaca, se individualiza. Tal é o Mayombe, os gigantes só o são em parte, ao nível do tronco, o resto confunde-se na massa. Tal o homem. As impressões visuais são menos nítidas ea mancha verde predominante faz esbater progressivamente a claridade do tronco da amoreira gigante. As manchas verdes são cada vez mais sobrepostas, mas, num sobressalto, o tronco da amoreira ainda se afirma, debatendo-se. Tal é a vida. "

O grupo acampa no meio da mata, sem acesso a alimentos, armas e até mesmo sem uma estratégia definida. Conhecemos o medo desta gente, assistimos à corrupção dentro do grupo, o ambiente político vivido na altura, e percebemos que uma revolução está eminente.

Pepetela dá ao leitor o privilégio de conhecer um universo muito particular, pouco divulgado, e numa altura em que começam a ser evidentes problemas que infelizmente persistem nos dias de hoje. Un obra aborda ainda tópicos em torno da libertação nacional, un luta pelo socialismo e até mesmo questões associadas ao tribalismo e racismo.

Tenho de confessar que todo este foco na guerra e na revolução, em que as personagens principais são os soldados não me agradou muito. Acho que a intenção do autor foi bem conseguida, somos levados para o mato e vivemos todas as sensações como se lá estivéssemos, há pessoas que gostam muito destas temáticas, mas eu não sou uma delas.

Tal como tem sido hábito, os nomes das personagens são muito peculiares e hilariantes, os meus preferidos são os camaradas Sem Medo eo Mata-Tudo. Um aspecto important na construção da obra e das personagens é a figura feminina. Creio que apenas na segunda metade do livro, quando a acção se distancia do processo revolucionário, nos é dada a conhecer a personagem feminina. Un mulher, de nome Ondina, é utilizada pelo auteur para critar o papel da mulher angolana na sociedade, revelando a verdade que todos conhecemos, a mulher não tem voz nem lugar na construção da história. Curiosamente, senti que a obra ficou mais interessante quando Ondina entra em cena (e não, isto não é o meu lado feminista a apoderar-se de mim).

"Raciocinamos em função da nossa sociedade, sociedade assimilada à cultura judaico-cristã europeia, em que o homem tem de ser ciumento, porque é o bode do rebanho ea mulher é a sua propriedade. No fundo, that acontece à propriedade that é arrendada a outro? ás vezes até fica renovada, rejuvenescida, com um empate de capital e de trabalho. Mas nós não compreendemos isso. A mulher é uma propriedade especial. Temos uma geração de atraso. Nós, os citadinos, somos pretos por fora. "

Não tendo ficado encantada, consegui apaixonar-me um bocadinho por estas personagens guerrilheiras e por este mundo desconhecido. Crítico da sociedade angolana por excelência, Pepetela leva-nos a conhecer Mayombe e Angola através das palavras, como só ele seria capaz.

[São quase 4 estrelas]

Opinião no blog:
http://clarocomoaagua.blogs.sapo.pt/o...
date de révision 05/12/2020
Phia Kalamaras


Vous êtes un Guérilla angolaise lutte pour l'indépendance des Portugais.
Vous êtes à Mayombe, la jungle angolaise, dans une base cachée, menant des attaques, mais souvent en attente, et souvent confronté à des querelles tribales frémissantes et à de la petite politique.
Vous êtes plusieurs combattants de la liberté différents, tous connus par des noms de code (Fearless, Struggle, New World, etc.). Vous pouvez voir leur POV, un peu comme les insertions confessionnelles dans les émissions de téléréalité. Il vous aide à comprendre comment les gens justifient leurs décisions et essaie d'expliquer à quel point les sympathies tribales sont profondes et à quel point l'idée d'un "peuple angolais" ou "du prolétariat" est nouvelle.
Vous êtes un porteur de carte communiste. Au sens propre. Vous allez tous les jours aux cours de théorie communiste, même dans la jungle. Les débats sur les points les plus fins de la lutte communiste sont monnaie courante.
Vous vous engagez dans quelques combats.
Vous essayez de gagner les locaux, bien qu'ils soient en grande partie d'une autre tribu.
Vous essayez de traiter avec des supérieurs ou des camarades opportunistes ou idéologiques, qui causent des conflits ou gaspillent de l'argent ou du temps.
Vous avez des problèmes d'amour, puisque vous êtes sur le terrain et que votre bien-aimé est en ville. (Ou, pour certains, morts.)
Vous avez de la colère parce que quelqu'un que vous connaissez a été tué, ou à cause de cette exploitation sans fin constante.
Vous écoutez les diatribes de type Yoda de Fearless, votre chef et le chef de la base cachée de la jungle. Fearless n'est certainement PAS un démagogue ou un idéologue. Il est rationnel et profondément pragmatique, mais c'est aussi un idéaliste qui croit en une voie nouvelle et meilleure. Il est également inflexible aux exigences du monde à venir.

En fin de compte, Fearless, Our Leader, est trop parfait. Il est humain, mais ses déclarations et opinions sont super sages, Yoda-sage. En fin de compte, Fearless devient un porte-parole pour l'écrivain. Pas trop, mais assez pour vous faire sortir du récit, et assez pour vous rappeler que vous n'êtes pas un combattant de la liberté angolais, et que même si c'est une excellente représentation de "ce que c'était", il y a un peu trop de discours venant de l'auteur désormais visible. Mais à part ça, un sacré bon livre.

date de révision 05/12/2020
Market Okerlund

Um clássico do Pepetela. Muito mais que um livro sobre a Guerra Colonial: são aqui abordadas as relações pessoais, o tribalismo, o amor, a viabilidade do comunismo. E depois tem uma fantástica técnica: os diversos protagonistas vão-se assumindo como narradores e afirmando as suas particularidades.

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